Tecnologia

Microsoft oferece demissão voluntária a 60 mil funcionários, um quarto da empresa

A oferta vale para equipes nos EUA, Reino Unido, Canadá e Índia, incluindo Xbox, Windows e Copilot. A decisão sai no início de dezembro e as saídas no fim do ano.

Por Gabriel Silva · Fundador e apaixonado por tecnologia. Estudante de Ciências da Computação.

Publicado em Atualizado em 2 min de leitura

Frente do predio da Microsoft.

A Microsoft anunciou em 26 de outubro um programa de demissão voluntária oferecido a cerca de 60 mil funcionários, aproximadamente um quarto da empresa. O anúncio foi feito em um texto no blog oficial assinado por Amy Coleman, executiva de recursos humanos, que descreve a medida como uma forma de dar mais flexibilidade e opções para quem quiser "escrever o próximo capítulo" fora da companhia.

Quem pode aderir

A oferta vale para funcionários elegíveis de equipes participantes nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Índia, do nível 70 para baixo na hierarquia interna, ou seja, não inclui a alta liderança. Entre as áreas que participam estão Xbox, Windows e Devices, Copilot, Finanças e RH. Quem aceitar recebe apoio financeiro e recursos de recolocação.

O prazo é curto: a decisão precisa ser tomada no início de dezembro, e as saídas acontecem no fim do ano.

O contexto da IA

A Microsoft não liga a medida diretamente à inteligência artificial, mas a cobertura da imprensa americana faz essa conexão. A empresa está entre as que mais gastam com data centers e chips para IA, e cortar folha de pagamento é a forma mais rápida de equilibrar as contas.

Este não é o primeiro programa do tipo. Uma rodada anterior, de aposentadoria voluntária, teve adesão de cerca de 30% dos elegíveis. Para esta, mais ampla, a própria Microsoft espera adesão menor.

E depois?

A pergunta que ninguém respondeu é se haverá demissões depois. A empresa não disse se o programa substitui cortes planejados ou se vem antes deles. Para quem trabalha na Microsoft, essa incerteza muda tudo: aceitar a oferta agora pode ser melhor do que esperar uma demissão em condições piores.

A presença do Xbox na lista também chama atenção, depois de anos de fechamento de estúdios e cortes na divisão de games.

Minha leitura: chamar de "voluntário" um programa oferecido a 60 mil pessoas enquanto a empresa evita dizer se haverá demissões é transferir para o funcionário o peso de uma decisão que a empresa já tomou. A Microsoft deveria ser clara sobre o que acontece com quem disser não.

Plataformas: PC

Fontes

Leia também